- Magie, filha, está muito frio. Você tem um casaco? Eu
posso passar aí na confeitaria e te levar um se você não tiver - pergunta minha
mãe com um tom carinhoso em sua voz.
- Eu trouxe um casaco, mãe. E também, estou bebendo bastante
café para me manter acordada... – tento confortá-la.
- Magie, Magie! –
ouço uma voz que vem do além. Pelo tom deve ser o meu pai.
- Tenho uma surpresa para você. E a dica é: veio da China e
tem quatro patas – diz ele animado.
- Uau, pai! Você me acha tão solitária assim? Mais um
cachorro? – sou pega de surpresa.
- Não, não... Agora é uma cadela, Magie. Posso devolvê-la se
não quiser... Animais também têm sentimentos... – dramatiza tentando me
convencer.
- Papai, você sabe que eu não resisto! – me dou por vencida.
- É da raça Akita! Já tem nome, e o endereço será a sua
casa, não é? – pergunta realçando a minha decisão de tornar a cadela minha.
Fico reflexiva por um momento. Anny é o bastante para me dar companhia, além do
quê, ele já faz muita bagunça sozinho. Espero
que Léo me ame a tal ponto.
- Ok, ok, pai. Então você tem um nome para ela?...– pergunto
receosa. Papai sabe que eu prefiro escolher os nomes para os meus cachorros.
- É Mika, filha! – alerta a minha mãe.
- A Mika é uma mistura de Ellie, Bob e Hewie. Você precisa
ver! – diz ele praticamente me obrigando, relembrando três dos sete cachorros
que já tive.
- Pai, vou buscá-la mais tarde. Preciso me arrumar para ir
para casa. Amo vocês – declaro amorosa. Tenho adoração por cães.
Entro na cafeteria – esse é o meu
local de trabalho. Durante um ano trabalhei no caixa, porém, comuniquei ao Chris
– o dono do estabelecimento -, que precisava acabar com aquela rotina, me tornando
garçonete definitivamente. O “Júnior” que dá nome à cafeteria é o nome do filho
de cinco anos dele. Ele é um amor.
Em menos de vinte minutos o meu
expediente acaba. Deixo o meu cabelo respirar ao soltá-lo sobre os meus ombros.
Me dirijo ao vestiário e retiro o meu uniforme, o deixando dentro do meu
armário depois de dobrá-lo. Ao passar pelo corredor, me despeço dos meus
colegas. Ao sair para a rua, o vento nada agradável bate contra o meu corpo, me
fazendo tremer. Sem dificuldade, encontro o carro de Léo – ele não precisa buzinar
já que ver Anny tentando chegar ao banco da frente já basta. Sorrio. Eles são os donos da minha vida.
Anny tenta a todo custo pular
para fora do carro ao me ver chegando. Eu abro os meus braços para abraçá-lo.
Léo me censura com um olhar bravo e sexy, me fazendo lembrar que o nosso
cachorro já destruiu um pneu do carro e o arranhou centenas de vezes. Faço
beicinho para ele e o beijo ao sentar ao seu lado. Anny fica constrangido por
não ter recebido o meu abraço, e logo começa a me lamber. Ciumento.

por que nao tem o livro inteiro ? onde encontro?
ResponderExcluirE aí, Mayla!
ResponderExcluirPor motivos pessoais, parei de escrever essas história.
Obrigado por tê-la lido!