terça-feira, 10 de dezembro de 2013

- Ele atua em filmes eróticos. Já deixou muita gente de boca aberta com a sua capacidade na cama, e ainda continua com a mão na massa – complementa.
- Entendo... – respondo não surpresa com isso.
- Pela fúria de Léo ontem ao telefone posso até dizer que ele viu o senhor Colbey na tevê – supõe com um sorriso brincando em seus lábios.
E viu, aliás, eu também vi, e por um momento até me excitei – completo inconscientemente. Foi um pecado o que eu fiz, eu sei.
- O senhor Colbey é o bicho nos filmes... Ele já foi a fantasia de muitas mulheres e não duvido que continue sendo, além do quê, ele... - Morgan começa a me detalhar a vida sexual desse tal “senhor Colbey”. Fico encabulada. Mas só um minuto: como Morgan sabe tanto sobre o senhor Colbey? Ele assiste aos filmes dele? Por um momento me assusto. De fato, seria engraçado se ele o fizesse. Morgan, parecendo adivinhar o que estou pensando, me diz:
- Uma vez peguei a minha mãe assistindo um filme dele... – comenta um pouco mais sério agora. Acha que me engana.
- Entendo... Deve ter sido desagradável...  – respondo de modo debochado .
Morgan é ruivo e tem olhos verdes. Eles são vibrantes. Está suado e posso ver o seu abdômen definido.
De repente, sinto vontade de ir ao banheiro e quando me dou por mim, fico furiosa ao ver Ellie nos braços dele. Quem você pensa que é para pegá-la no colo, Morgan? – penso enciumada. Mas ela está gostando. E também, no lugar dela, eu não acharia tão ruim estar cercada por braços fortes como os de Morgan.Você está gostando, né, sua cara de pau? Não posso levá-la comigo. Já dei muita sorte por ninguém censurar a minha visita devido a Ellie.
Decido confiar em Morgan e deixo-a sob os cuidados dele. Às vezes, não sei... acho que ele é afetuoso demais com ela. Mas prefiro confiar. É por cinco minutinhos.
                No banheiro, lavo as minhas mãos e arrumo o meu cabelo em frente ao espelho. Ao voltar, o meu coração quase pula para fora. É o feito de ver Léo por perto. Ele está a alguns metros, ou melhor, do outro lado do ginásio segurando a bola que o time estava usando para jogar. Ele parece estar arrumando a bagunça deles, e além do mais, não está uniformizado. Acho que veio apenas para arrumar a bagunça já que não pôde treinar. É tão fofo da parte dele. Por isso que pretendo ter paciência e dar bastante para ele. Dar amor, afeto...
- Léo, Léo! – digo ao chegar perto.
- Magie... você por aqui? – pergunta ele surpreso, mas tentando manter-se durão.
- Desculpa por ontem... Estive preocupada com você – saliento com o coração na mão.
- O meu pai é um completo idiota, mas ele não importa. Vem cá – ele me puxa e me abraça. Me perco nesse abraço.
- Eu te amo – declaro ao perceber o quanto fui boba.
- Eu também, Magie. Me desculpa. Eu também disse coisas horríveis...
Depois da reconciliação, infelizmente, ele observa:
- Ainda bem que você veio sozinha.
- Não estou sozinha... Ellie está comigo – respondo receosa, porém, antes de deixar Léo embravecer, esclareço: - Ela não fez nada fora do normal. E o mais importante: não destruiu o campus. Foi um amor.
- Menos mal, mas e então... Onde ela está? – pergunta arqueando a sobrancelha.
- Quando fui ao banheiro, a deixei sob os cuidados de Morgan.
- Ainda bem que ela é esperta. E brava – lembra ele.
- Por que ela precisaria ser esperta e brava? – indago confusa.
- Rumores dizem que Morgan já praticou zoofilia com um coala há dois anos aqui na universidade. Ele só não foi preso porque pagou fiança.
Viu, sua estúpida? Você sentiu algo errado quando Morgan segurou Ellie e mesmo assim ignorou. Desnaturada!
- Mas são apenas rumores. Duvido muito que alguém seja capaz de transar com um animal – finaliza incrédulo.
Ele acha isso tão impossível que aperta o meu nariz e pergunta:
- Você está me ouvindo, Magie?
Quando dou por mim mesma, sinto o meu coração bater acelerado demais. Nervosa e temerosa, respondo aos sussurros:
- Ele estava acariciando Ellie de um jeito tão afetuoso... Meu Deus, ela está correndo perigo! Será que... Será que... Não... Não... Será que ele quer fazer amor com a minha cadela? Nãããããão! – saio descontrolada pelo ginásio enquanto Léo corre atrás de mim me pedindo para ficar calma.

- Não me manda ficar calma! Ellie vai ficar traumatizada se ele encostar nela com segundas intenções! – grito loucamente. 

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Acordo às 09:30 da manhã. É sábado e hoje trabalho somente à tarde. De segunda a sexta-feira trabalho das 08:00 às 16:00 horas, e nos sábados, um sim e outro não. Os raios do sol tocam o meu corpo. Essa é uma das sensações mais hospitalares de Arizona.
Ao sair de casa, torno a me sentir desconsolada ao não ver Léo. Um pensamento confortante me abraça: ele deve estar no ginásio treinando com o seu time! Me animo. Antes de ir atrás dele, me dirijo ao pet shop para buscar Ellie. Estou sentindo falta dela, além do quê, ela vai me ajudar a acabar com a minha ressaca emocional.
- Oi, meu amor! – abraço-a com carinho.
Ela está feliz, linda e cheirosa. Está tentando me“abraçar” também. Posso ver que sentiu saudade. Por que eu te troquei por uma conexão de almas fracassada? Me desculpa. Perdoa a mamãe... digo baixinho para a moça que está perto não me ouvir.
- Obrigada, é... Amanda, né?
- De nada. O meu nome é Giovana – ela me corrige com um tom simpático na voz.
Ela deve estar me achando uma anta.
                 Ao ajeitar Ellie no banco do carro e me ajeitar também, tento lembrar onde fica o ginásio que Léo treina. Ouvindo It’sheartache de BonnieTyler, reflito sobre a minha necessidade de me desculpar com Léo. Vasculho a fundo a minha mente e lembro que ele me dissera uma vez que treinava no ginásio da universidade aqui da cidade. Dou sorte já que não fica muito longe. Me concentro e tento resgatar das minhas memórias o nome do time de basquete dele. É, deixe-me ver... Bola Jazz? Roxo Jazz? Bola dos Apagões? Ops! É Clube Jazz! Da onde eu tirei “Bola dos Apagões”? Só pode ser a minha ressaca emocional fazendo efeito... Sorrio. Não acho que basquete tem muito a ver com Jazz, mas enfim.
Não demoro para encontrar a universidade. É grande e tem muitas árvores e flores em sua entrada, além de um letreiro esculpido em uma placa quadrada de granito que diz Universidade do Estado de Arizona.
Tiro Ellie do carro e nós duas caminhamos próximas ao campus. Ela parece uma madame. Ninguém está me vendo, e eu não vejo ninguém. Espero que eu continue com essa sorte. Ellie para por um momento me intrigando. Não, não, não faça cocô aqui, Ellie! – digo. Mas ela faz a minha tensão passar ao tentar se coçar. Ufa. Encontro o ginásio.
Antes de entrar, ouço o barulho de bola quicando. Isso é um bom sinal. Ao entrar, examino o inacabável salão cheio de bancos e me encontro triste e deprimida ao ver o time de Léo treinando. Estou triste porque Léo não está. Antes de dar meia-volta, um homem me assusta ao me dar um enérgico oi.
- Me chamo Morgan – diz ele.
- Oi, Morgan. O meu nome é Magie. Estou procurando por Léo – digo tentando esconder o meu rosto desconsolado.
- Léo, Léo... Ele não veio treinar hoje porque está resolvendo um problema com o pai – me explica.
- O senhor Colbey está com o gás todo – enfatiza com um sorriso brincando em seus lábios.

- O pai de Léo é um homem problemático? – pergunto cheia de curiosidade.

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Os três atores ainda transam compulsivamente, tendo como cenário daquela super produção, um faroeste vagabundo. Eles estão vestidos – ou quase vestidos -, a caráter. O tiozão está com um chapéu preto e um lenço vermelho no pescoço que o deixa incrivelmente sexy , além de estar cobrindo o seu peitoral musculoso apenas com um colete de couro preto. Posso parecer uma louca, mas se Léo estivesse fazendo amor selvagem comigo agora, não estaria transferindo o meu tesão para esse cowboy enérgico. As duas mulheres acho que estavam vestidas como cowboys só que de modo muito mais sensual antes de ficarem nuas. É difícil dizer porque não reparo em mulheres quando assisto a um filme erótico. Porém, observo que uma delas está somente de calcinha e a outra de calcinha e sutiã.
Léo levanta e desliga a televisão com raiva. Ao vê-lo movendo os seus braços e os seus músculos, me desfaço em mil pedaços pelo chão. Ele é um deus grego. Eu achava que um homem vendo duas mulheres se beijando e se tocando sentia-se mais excitado, só que fui contrariada. Assistindo o ator fogoso tomando conta da situação, o desejo que estava se apagando em mim renasce. E agora entendo o porquê de Léo não estar conseguindo animar o seu amiguinho: ver o cowboy metendo pressão nessas duas mulheres faz ele sentir-se intimidado. É claro! Ele está nervoso porque tem medo de não me satisfazer. Só pode ser isso. Bingo!
- Vem cá... – o convido com um sorriso safado nos lábios.
- Não vai rolar, Magie, mas não é nada com você, eu acho... – esclarece com um olhar duvidoso.
Uma tempestade de ódio parece pairar sobre mim após ouvir o “eu acho”. O meu sangue começa a ferver em meu corpo. Então o problema é comigo? É isso? Não poder ser... isso é humilhação.
- Você acha? – digo em tom ameaçador.
Sinto os meus olhos devorarem-no.
- Te trago até aqui, você come praticamente uma pizza inteira minha, me convida para assistir filme e não consegue levantar o seu maldito pênis e o problema é comigo?!!!! – grito histérica. Ah, ele me irritou.
- O cara dessa porcaria de filme que aposto que você vê todo o santo dia é o meu pai, Magie! – diz ele enfurecido, me fazendo ficar quieta.
- Opa... – acho que estou sem razão agora.
- Desculpa, mas não dá! – diz ele bravo, mas de forma doce.
 Léo se revela um homem furioso, mas amável, um paradoxo com efeitos sobre mim. Ele sai do meu quarto nu e eu me derreto.
Ele bate a porta calmamente. Não resisto e corro até a casa dele depois de me vestir. Não sei mesmo onde enfiar a minha cara. Tenho sorte de estarmos separados por um muro de um metro.
Estou totalmente nervosa e querendo fugir dessa situação. E se ele não me desculpar e continuar bravo comigo?
Aí você parte para outra, Magie – lança a minha mente.
Não... Léo é um deus grego. É mesmo. Porém, não é como os imbecis galinhas que já conheci. Ele tem sentimentos. É disso que eu preciso. E de sexo selvagem, óbvio.
Essas palavras me dão coragem para pressionar a campainha e esperar. Espero... Espero... E espero... Ninguém vai me atender. Sei que não tenho o direito de ficar irritada ou brava já que quem causou essa confusão toda fui eu mais uma vez.
De fato, não fico com raiva, mas triste. Léo talvez esteja ouvindo a minha respiração ofegante e receosa aqui desse lado, e me deixando sozinha de propósito. Que isso, Magie... Ele não te deixaria como uma tonta o esperando. Ele não é desse tipo. Ele tem coração. E você SABE disso.

Volto para minha casa e me dirijo à geladeira. Começo a comer um pote de sorvete para acabar com a minha depressão. Não resolve, porém, está uma delícia.                                                                                                
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