Os três atores ainda transam
compulsivamente, tendo como cenário daquela super
produção, um faroeste vagabundo. Eles estão vestidos – ou quase vestidos -,
a caráter. O tiozão está com um chapéu preto e um lenço vermelho no pescoço que
o deixa incrivelmente sexy , além de estar cobrindo o seu peitoral musculoso
apenas com um colete de couro preto. Posso parecer uma louca, mas se Léo
estivesse fazendo amor selvagem comigo agora, não estaria transferindo o meu
tesão para esse cowboy enérgico. As duas mulheres acho que estavam vestidas
como cowboys só que de modo muito mais sensual antes de ficarem nuas. É difícil
dizer porque não reparo em mulheres quando assisto a um filme erótico. Porém,
observo que uma delas está somente de calcinha e a outra de calcinha e sutiã.
Léo levanta e desliga a televisão
com raiva. Ao vê-lo movendo os seus braços e os seus músculos, me desfaço em
mil pedaços pelo chão. Ele é um deus grego. Eu achava
que um homem vendo duas mulheres se beijando e se tocando sentia-se mais
excitado, só que fui contrariada. Assistindo o ator fogoso tomando conta da
situação, o desejo que estava se apagando em mim renasce. E agora entendo o
porquê de Léo não estar conseguindo animar o seu amiguinho: ver o cowboy
metendo pressão nessas duas mulheres faz ele sentir-se intimidado. É claro! Ele
está nervoso porque tem medo de não me satisfazer. Só pode ser isso. Bingo!
- Vem cá... – o convido com um sorriso safado nos lábios.
- Não vai rolar, Magie, mas não é nada com você, eu acho...
– esclarece com um olhar duvidoso.
Uma tempestade de ódio parece
pairar sobre mim após ouvir o “eu acho”. O meu sangue começa a ferver em meu
corpo. Então o problema é comigo? É isso? Não poder ser... isso é humilhação.
- Você acha? – digo em tom ameaçador.
Sinto os meus olhos devorarem-no.
- Te trago até aqui, você come praticamente uma pizza
inteira minha, me convida para assistir filme e não consegue levantar o seu
maldito pênis e o problema é comigo?!!!! – grito histérica. Ah, ele me irritou.
- O cara dessa porcaria de filme que aposto que você vê todo
o santo dia é o meu pai, Magie! – diz ele enfurecido, me fazendo ficar quieta.
- Opa... – acho que estou sem razão agora.
- Desculpa, mas não dá! – diz ele bravo, mas de forma doce.
Léo se revela um homem furioso, mas amável, um
paradoxo com efeitos sobre mim. Ele sai do meu quarto nu e eu me derreto.
Ele bate a porta calmamente. Não
resisto e corro até a casa dele depois de me vestir. Não sei mesmo onde enfiar
a minha cara. Tenho sorte de estarmos separados por um muro de um metro.
Estou totalmente nervosa e
querendo fugir dessa situação. E se ele não me desculpar e continuar bravo
comigo?
Aí você parte para
outra, Magie – lança a minha mente.
Não... Léo é um deus
grego. É mesmo. Porém, não é como os imbecis galinhas que já conheci. Ele tem
sentimentos. É disso que eu preciso. E de sexo selvagem, óbvio.
Essas palavras me dão coragem
para pressionar a campainha e esperar. Espero... Espero... E espero... Ninguém
vai me atender. Sei que não tenho o direito de ficar irritada ou brava já que
quem causou essa confusão toda fui eu mais uma vez.
De fato, não fico com raiva, mas
triste. Léo talvez esteja ouvindo a minha respiração ofegante e receosa aqui
desse lado, e me deixando sozinha de propósito. Que isso, Magie... Ele não te deixaria como uma tonta o esperando. Ele
não é desse tipo. Ele tem coração. E você SABE disso.
Volto para minha casa e me dirijo
à geladeira. Começo a comer um pote de sorvete para acabar com a minha
depressão. Não
resolve, porém, está uma delícia.
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