sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Acordo às 09:30 da manhã. É sábado e hoje trabalho somente à tarde. De segunda a sexta-feira trabalho das 08:00 às 16:00 horas, e nos sábados, um sim e outro não. Os raios do sol tocam o meu corpo. Essa é uma das sensações mais hospitalares de Arizona.
Ao sair de casa, torno a me sentir desconsolada ao não ver Léo. Um pensamento confortante me abraça: ele deve estar no ginásio treinando com o seu time! Me animo. Antes de ir atrás dele, me dirijo ao pet shop para buscar Ellie. Estou sentindo falta dela, além do quê, ela vai me ajudar a acabar com a minha ressaca emocional.
- Oi, meu amor! – abraço-a com carinho.
Ela está feliz, linda e cheirosa. Está tentando me“abraçar” também. Posso ver que sentiu saudade. Por que eu te troquei por uma conexão de almas fracassada? Me desculpa. Perdoa a mamãe... digo baixinho para a moça que está perto não me ouvir.
- Obrigada, é... Amanda, né?
- De nada. O meu nome é Giovana – ela me corrige com um tom simpático na voz.
Ela deve estar me achando uma anta.
                 Ao ajeitar Ellie no banco do carro e me ajeitar também, tento lembrar onde fica o ginásio que Léo treina. Ouvindo It’sheartache de BonnieTyler, reflito sobre a minha necessidade de me desculpar com Léo. Vasculho a fundo a minha mente e lembro que ele me dissera uma vez que treinava no ginásio da universidade aqui da cidade. Dou sorte já que não fica muito longe. Me concentro e tento resgatar das minhas memórias o nome do time de basquete dele. É, deixe-me ver... Bola Jazz? Roxo Jazz? Bola dos Apagões? Ops! É Clube Jazz! Da onde eu tirei “Bola dos Apagões”? Só pode ser a minha ressaca emocional fazendo efeito... Sorrio. Não acho que basquete tem muito a ver com Jazz, mas enfim.
Não demoro para encontrar a universidade. É grande e tem muitas árvores e flores em sua entrada, além de um letreiro esculpido em uma placa quadrada de granito que diz Universidade do Estado de Arizona.
Tiro Ellie do carro e nós duas caminhamos próximas ao campus. Ela parece uma madame. Ninguém está me vendo, e eu não vejo ninguém. Espero que eu continue com essa sorte. Ellie para por um momento me intrigando. Não, não, não faça cocô aqui, Ellie! – digo. Mas ela faz a minha tensão passar ao tentar se coçar. Ufa. Encontro o ginásio.
Antes de entrar, ouço o barulho de bola quicando. Isso é um bom sinal. Ao entrar, examino o inacabável salão cheio de bancos e me encontro triste e deprimida ao ver o time de Léo treinando. Estou triste porque Léo não está. Antes de dar meia-volta, um homem me assusta ao me dar um enérgico oi.
- Me chamo Morgan – diz ele.
- Oi, Morgan. O meu nome é Magie. Estou procurando por Léo – digo tentando esconder o meu rosto desconsolado.
- Léo, Léo... Ele não veio treinar hoje porque está resolvendo um problema com o pai – me explica.
- O senhor Colbey está com o gás todo – enfatiza com um sorriso brincando em seus lábios.

- O pai de Léo é um homem problemático? – pergunto cheia de curiosidade.

Se você leu até aqui, por favor, vote na enquete ou comente. É importantíssimo para mim saber se você está gostando. Obrigado pela contribuição! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário